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| Daniel Suarez está no Brasil para participar das 500 Milhas de Kart em Cotia.
Daniel Suarez, o piloto da Joe Gibbs, está no Brasil para participar das 500 Milhas de Kart que acontecerá no Kartódromo Internacional da Granja Viana em Cotia, São Paulo.
O evento das 500 Milhas foi criado em 1997 e é popular pela presença de pilotos nacionais e internacionais, os pilotos vão se revezando durante a corrida, já que o evento dura 12 horas. Durante as preparações para o evento, Daniel Suarez concedeu entrevista para o site Motorsport na versão Português.
Como
você avalia seu primeiro ano na Monster Cup, tendo como melhor resultado a
terceira posição em Watkins Glen, mas não se classificando aos playoffs da
categoria?
"Acredito que foi positivo, a primeira metade do
ano foi boa, mas a segunda nem tanto. Tivemos algumas mudanças internas na
equipe, como engenheiros, chefe de equipe, e algumas outras coisas, nos
preparando para 2018. Acho que começamos a acertar as coisas no último mês e
meio, e temos a confiança de que estaremos melhores em 2018. O ano passou muito
rápido e, dadas as circunstâncias, fomos muito competitivos."
As trocas entre times, como aconteceu com sua equipe e a de Kyle Busch
antes dos playoffs, não te agradaram?
"Esse foi o meu primeiro ano e muitas coisas
mudaram. No próximo, se estivermos nesta posição, isso não irá acontecer. Estou
certo de que minha equipe tem a capacidade para participar dos playoffs."
Em 2018 voltam as pessoas “trocadas” com Busch ou o staff todo continua?
"Volta a equipe anterior, mas teremos algumas
outras mudanças de engenheiros e algumas mudanças internas."
Talladega foi a prova em que mais esteve perto de uma vitória, quando
liderava a corrida e Chase Elliott o tocou, quando restavam poucas voltas para
o fim?
"É certo que Talladega é uma pista em que muitos
podem ganhar. Creio que eu estava em uma posição para isso. Mas, com certeza,
se eu estivesse em uma pista de 1.5 milha, não teríamos ritmo para ganhar, mas
sim para top-10."
Quando você soube que estaria na Cup em 2017?
"Foi
justamente nesta época, em dezembro do ano passado, e desde então tudo passou
muito rápido. Em janeiro, aconteceu o primeiro teste da minha vida em um carro
da Cup, em Phoenix, foi bom, a equipe fez um grande trabalho."
Qual é o segredo dos carros da Toyota, principalmente nas pistas de 1.5
milha?
"O mundo das corridas é como a Roda da Fortuna:
às vezes você está por cima e às vezes por baixo. O ponto aqui é tentar ficar a
maior quantidade de tempo por cima. Hoje, a Toyota está por cima, mas há quatro
anos a Toyota estava por baixo e a Chevy estava ganhando campeonatos. Assim são
as corridas, tanto na NASCAR, como na F1. Em 2018 teremos que continuar
trabalhando forte para nos mantermos por cima.”
Além de Edwards, que o acompanhou em algumas provas, quem mais o ajudou
neste seu primeiro ano?
"Todos da minha equipe, Kyle Busch, Denny
Hamlin, Matt Kenseth e até Martin Truex Jr. estiveram por perto."
Qual é o seu envolvimento com a política norte-americana, sendo um piloto
mexicano na NASCAR?
"Pessoalmente, não gosto de política, não
acompanho. Adoro correr, adoro carros, me mantenho focado, tenho muito orgulho
de ser mexicano, tenho muito apoio nos Estados Unidos."
Já foi desrespeitado por ser mexicano?
"Não, muito pelo contrário. Pensávamos que
poderíamos ser desrespeitados, mas foi o contrário, muita gente nos recebeu
bem.
Qual é o tamanho da NASCAR no México?
"Acredito que a NASCAR é a segunda categoria mais
importante do México e não me surpreenderia se a Cup fizesse uma corrida lá ou
se voltássemos a ter uma corrida da Xfinity Series."
A largada oficial das 500 Milhas será nesse sábado às 12:30, com a transmissão da largada e chegada pelo SporTV e a transmissão da corrida completa no www.sportv.com.br.
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